quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A-mor -te


A morte
(De Lilliane Holanda)


Fico inerte diante de teus lábios
Vejo neles a insegurança de um futuro incerto,
Que se certo, perfeito.
Satirizas minha dor
Falando de um amor sem amor.
Amei-te e só a ti desejei.
E creio me quiseste,
Mas não o disseste.
E se foi esse sonho,
Nosso sonho já era!
Por ti bebi da quimera,
E morri como morre todo sonho...
Com doce lamento e candura,
De uma alma que só quis ser tua.

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